sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Viva a vida para que você tenha uma boa história para contar

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O educador Marcelo Continelli, em atividade no Dia do Idoso: histórias


Caio Nasser, Daniel Magnanelli, Flávia Violim, Marcelo Continelli, Simone Venâncio



Todos nós temos uma boa história para contar, podem ser causos, histórias da carochinha, de arrepiar os cabelos e até mesmo as famosas histórias de pescador.

Foi pensando nessa memória oral, que no dia Internacional do Idoso,1º de Outubro de 2009, realizamos atividades especiais com dois grupos, o Núcleo de Convivência para Idosos Dom Hélder Câmara Núcleo de Convivência para Idosos Felicidade Não Tem Idade/Gotas de Prata e os idosos nos emocionaram com as suas lindas histórias.

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No Brasil, o Dia do Idoso era comemorado em 27 de setembro desde 1999, porém, a partir da lei número 11.433 de 28 de Dezembro de 2006, foi alterada para 1º de outubro. Data criada pela ONU para celebrar o Dia Internacional do Idoso, em razão de uma Assembléia Mundial sobre o envelhecimento realizada na Áustria em 1982.

Não sei se a vida é curta
ou longa demais para nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas

Cora Coralina, publicou o seu 1º livro aos 75 anos.
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ainda sobre o Haiti

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Trechos de O Dia em que...: Jogo da Paz

Nada melhor para se entender (rapidamente) um evento histórico que um (bem-feito) documentário. Assim se passa com O Dia em que o Brasil Esteve Aqui, de Caio Ortiz e João Dornelas. Lançado em 2006, ano de Copa do Mundo, o filme, de 72 minutos, retrata o ocorrido dois anos antes - a ida da Seleção Brasileira a Port-au-Prince. As imagens são épicas e lembram, num certo sentido, a ida do Santos ao Congo, em 1968 - a famosa ocasião em que uma guerra civil teria sido interrompida para que os combatentes pudessem assistir a Pelé e companhia. Não chega a tanto, mas é fundamental para se compreender o que ocorria antes do arrasa-quarteirão natural que se abateu sobre a ilha.

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¡Hala Madrid!

.Giselle e Antonio, ladeando o sem-número de craques que passaram por
gramados espanhóis: enredo antigo, roteiro novo

Na noite de ontem, 20 de janeiro, realizou-se, de fato, a estreia de Roberto Carlos no Corinthians - que venceu o Bragantino pelo placar de 2x1. Pela primeira vez a dupla RoRo, celebrizada no uniforme alvo madrileño, jogou junta novamente, vestindo o uniforme alvo (e negro) do Corinthians. Uma novidade para o público brasileiro. Brasileiro.

Não para o espanhol. Como é o caso de Antonio Sanchez Garcia, nascido em Madrid, e sua esposa, Giselle Trindade. Ao visitar o Museu do Futebol algumas horas depois da partida, Sanchez transparecia uma certa sensação de dejà-vu. Pudera: RoRo, parte I, se deu no gramado do Santiago Bernabeu, e durou 5 anos. Da parte II, que se inicia agora, espera-se que seja tão pródiga quanto. Tomara.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Emoções

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No Globo Esporte, a matéria da volta: Roberto Carlos embala a jovem-guarda alvinegra

Acontecerá hoje, terça-feira, a estreia de Roberto Carlos no Corinthians.

O original que deu origem à série comemorou, no ano passado, 50 anos de carreira - 14 a mais do que tem, de idade, o lateral alvinegro. A popularidade de ambos, contudo, difere bastante: o filho ilustre de Cachoeiro do Itapemirim (ES) é, ainda (e muito) ídolo sem concorrência entre brasileiras acima dos 50 anos. O outro, de Araras (SP), é referência em lateral-esquerda para fãs de futebol em todo o mundo entre 20 e 40 anos. Há, contudo, muitos que fazem parte de ambas as - neologismos da tal pós-modernidade à parte - tribos. Há, enfim, corinthianos mil que, se choraram ou se sorriram, o importante é que emoções viveram. Nada mais apropriado.

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O momento mais sublime de encontro destas duas nações, a corinthiana e a dos fãs do cantor e compositor, se deu no final de 2008, quando do retorno do Alvinegro à série A do Campeonato Brasileiro. Era 25 de outubro daquele ano e, após vitória de 2 x 0 sobre o Ceará, neste Pacaembu, o clube confirmou, com 6 rodadas de antecedência (recorde na era dos pontos corridos) o retorno à divisão principal. Em meio à comemoração, os acordes de A Volta, do Rei, trouxeram o alento esperado por um longo ano.

É preciso saber viver.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Pense no Haiti, reze pelo Haiti

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No comboio da ONU, os jogadores brasileiros nas ruas de Port-au-Prince: epifania

Nos últimos trinta anos, se viu coisa pior, em número de mortos, que o terremoto ciclópico no Haiti, sim: o tsunami no Pacífico, em 2004. Mas é só.

A estimativa de mortos - 100 mil - dá uma dimensão do que aconteceu. O país, que antes da catástrofe já detinha os piores índices sócio-econômicos das Américas, depois dele mergulha num futuro em muito incerto. Do pretérito imperfeito ao futuro-mais-que-difícil.

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Vale a pena, de qualquer maneira, relembrar um momento em que a esperança, ao menos, era predominante. Em 18 de agosto de 2004, a Seleção Brasileira foi recebida pela do Haiti, em Port-au-Prince. Os 6x0 do Brasil ficaram menos na história que a recepção que os jogadores brasileiros tiveram nas ruas da capital, no comboio da ONU que os conduziu ao estádio Sylvio Cator. Parecia que o Haiti é aqui. O Haiti não é aqui.

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Martha, my dear

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Brasil e México, no ensolarado Pacaembu, no domingo passado: recital

Uma das canções mais divertidas dos Beatles é Martha my Dear. Lançada no White Album, em 1968, a letra fala de uma certa "Martha", "garota boba... olha o que você fez...".

Bobos ficaram os 25 mil presentes ao Pacaembu neste domingo, na final do Torneio Internacional Cidade de São Paulo de Futebol Feminino. Bobas ficaram as mexicanas, que saíram na frente mas, ao final, levaram um clássico 5 x 2, com três gols de Marta. Que foi escolhida, no dia seguinte (e pela quarta vez, fato inédito - Ronaldo e Zidane ganharam 3 vezes cada) o prêmio da FIFA de melhor jogadora do mundo no ano. Uma das características da "pós"-modernidade no futebol é, por certo, a busca obsessiva da reprodução do passado, xerox-de-xerox, o que às vezes nem fica bonito. É certo que ver Marta jogando agora não é como ver Pelé no auge - as circunstâncias diferem muito. Mas é certo que vale a pena.

Num dos últimos versos de Martha my Dear, McCartney canta "Martha, my love / don't forget me". O certo é que, ela sim, nunca será esquecida.

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sábado, 19 de dezembro de 2009

Jogadores incensados

.Arup, Pereira e Subhashis na Números: presença verde-amarela maciça

De Bangalore - a capital mundial do incenso - vieram ao Museu do Futebol no sábado, 19 de dezembro, Subhashis Das, Arup Deb, juntamente com o brasileiro Rodrigo Pereira.

Fã de futebol, Arup conta da presença (grande) dos jogadores brasileiros na Índia - os de Bangalore, provavelmente, são bastante incensados.
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Inclusão musical

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Wonder em 1972: a música negra americana no auge

Uma das preocupações primordiais do Museu do Futebol é, como se sabe, a acessibilidade. Convidar todos os públicos para estarem presentes é um dos objetivos fundamentais do MF. E, para isso, foi desenvolvida uma estrutura para a recepção destes públicos, e educadores passam por treinamento específico.

Pode ocorrer, contudo, que a inclusão se dê a partir deste público, para os demais. Como no caso do funk (o original) e o soul - a música negra americana, em suas vertentes. Não são poucos os que foram incluídos, tiveram acesso a este mundo através de intérpretes como Stevie Wonder - em apresentações como a mesma de John e Yoko em 1972 no Madison Square Garden, em New York. A interpretação de Superstition por Wonder e banda é famosa pelo funk suingado, que faria escola. Uma verdadeira inclusão musical.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mandela Day

Raneshri, Malin, Thaneshri e Vanitha Chetty,
e o sorriso de Mandela, ao fundo: cidadão do mundo

Do país da Copa (e um dos mais belos do mundo), veio a família Chetty. Moradores de Durban, cidade que vai sediar uma das semifinais do Mundial do ano que vem, os Chetty viram, no túnel do tempo do século XX, a Copas do Mundo, Nelson Mandela, tão conhecido e caro da África do Sul, e do mundo.
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"Mandela is free", dizia uma das canções mais populares da época, Mandela Day, dos Simple Minds. E o mundo ficou mais livre, também.
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Nelson Mandela durante sua posse, em 1994: momento e personagem cruciais
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Uh, tererê!

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A Estácio no carnaval de 1995 - belo desfile, resultado pífio

Uma Vez Flamengo
Adilson Torres, Caruso, David Correa e Déo

O céu rasgou
na noite que reluzia,
um show de estrelas
brilhou nos olhos de um novo dia.

A poesia,
enfeitada de luar,
encantou o Estácio, paixão que arde sem parar.

É mengo, tengo,
meu dengo é só Flamengo
Uh! Tererê,
sou Flamengo até morrer.

Seis jovens remadores,
fundam o grupo de regatas,
campeão o seu destino,
é ganhar em terra e mar.

Fazendo sol,
pode queimar, pode chover,
vou ver Fla-Flu,
Fla-Vas vou ver.

Diamante Negro, Fio Maravilha
Domingos da Guia, Zizinho, Pavão.

Gazela negra,
corre o tempo no olhar,
será que você lembra,
como eu lembro o mundial que o Zico foi buscar.

Só amor,
na alegria e na dor,
parabéns dessa galera,
cem anos de primavera.

Cobra coral,
papagaio vintém,
vesti rubro-negro,
não tem pra ninguém.


Ano de centenário, ano de sem-ter-nada. A máxima é quase regra - como exceções, o Vasco, campeão da Libertadores em 1988 e a Internazionale Milano, campeã italiana em 2008.

Os anos de centenário sem conquistas, porém, são - por algum cabalismo qualquer, ou quem sabe coincidência mera - períodos em que o aniversariante trava, quem sabe hipnotizado pelas velas do bolo. O caso mais recente foi o ocaso do Coritiba, com batalha campal de bônus. Outro célebre é o do Flamengo, em 1995 - cogitou-se à época (com exagero, claro) que o Mengo estava montando o maior time do mundo (o que sobrou, de fato, foi a paródia do jingle da pré-falimentar VASP: "pior ataque do mundo / pior ataque do mundo / pare um pouquinho, descanse um pouquinho / Sávio, Romário e Edmundo"...). O treinador era Vanderley Luxemburgo, bicampeão brasileiro e paulista pelo Palmeiras-Parmalat. Tudo pronto... como diz o canto da torcida neste 2009, "o Maraca é nosso / vai começar a festa".

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Em 95, a festa nem começou direito. Numa época em que a torcida empurrava o time cantando "uh, tererê" nas arquibancadas, o Flamengo malogrou em seus planos. Não deu certo no Carioca (chegou à final, mas no meio do caminho tinha uma barriga... tinha uma barriga no meio do caminho - a de Renato Gaúcho), tampouco no Brasileiro (no qual quase foi rebaixado). Ao término do ano, metade do time foi vendido.

O que ficou de mais bonito daquele ano (embora não o suficiente para vencer o concurso da Liga das Escolas de Samba) foi a homenagem da Estácio de Sá ao Rubro-Negro. O desfile levantou as arquibancadas, mas não foi bem recebido pelos jurados - a escola terminou aquele carnaval em sétimo. Não foi, definitivamente, o ano da Estácio - nem do Flamengo. Luxemburgo, ao menos, deu um espetáculo à parte, no samba.

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Que o samba de 95 fique como homenagem aos campeões de 2009 - até como substituto ao bisonho Funk do Pet, música à maneira de disco quebrado que, se fosse escutada pelo maestro Tom Jobim, certamente seria chamada de "porrinhola eletrônica". No mínimo.
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