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A Estácio no carnaval de 1995 - belo desfile, resultado pífio
Uma Vez FlamengoAdilson Torres, Caruso, David Correa e Déo O céu rasgouna noite que reluzia,um show de estrelasbrilhou nos olhos de um novo dia.A poesia,enfeitada de luar,encantou o Estácio, paixão que arde sem parar.É mengo, tengo,meu dengo é só FlamengoUh! Tererê,sou Flamengo até morrer.
Seis jovens remadores,fundam o grupo de regatas,campeão o seu destino,é ganhar em terra e mar.Fazendo sol,pode queimar, pode chover,vou ver Fla-Flu,Fla-Vas vou ver.Diamante Negro, Fio MaravilhaDomingos da Guia, Zizinho, Pavão.
Gazela negra,corre o tempo no olhar,será que você lembra,como eu lembro o mundial que o Zico foi buscar.Só amor,na alegria e na dor,parabéns dessa galera,cem anos de primavera.
Cobra coral,papagaio vintém,vesti rubro-negro,não tem pra ninguém.Ano de centenário, ano de sem-ter-nada. A máxima é quase regra - como exceções, o Vasco, campeão da Libertadores em 1988 e a Internazionale Milano, campeã italiana em 2008.
Os anos de centenário sem conquistas, porém, são - por algum cabalismo qualquer, ou quem sabe coincidência mera - períodos em que o aniversariante trava, quem sabe hipnotizado pelas velas do bolo. O caso mais recente foi o ocaso do Coritiba, com batalha campal de bônus. Outro célebre é o do Flamengo, em 1995 - cogitou-se à época (com exagero, claro) que o Mengo estava montando o maior time do mundo (o que sobrou, de fato, foi a paródia do
jingle da pré-falimentar VASP: "pior ataque do mundo / pior ataque do mundo / pare um pouquinho, descanse um pouquinho / Sávio, Romário e Edmundo"...). O treinador era Vanderley Luxemburgo, bicampeão brasileiro e paulista pelo Palmeiras-Parmalat. Tudo pronto... como diz o canto da torcida neste 2009, "o Maraca é nosso / vai começar a festa".
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Em 95, a festa nem começou direito. Numa época em que a torcida empurrava o time cantando "uh, tererê" nas arquibancadas, o Flamengo malogrou em seus planos. Não deu certo no Carioca (chegou à final, mas no meio do caminho tinha uma barriga... tinha uma barriga no meio do caminho - a de Renato Gaúcho), tampouco no Brasileiro (no qual quase foi rebaixado). Ao término do ano, metade do time foi vendido.
O que ficou de mais bonito daquele ano (embora não o suficiente para vencer o concurso da Liga das Escolas de Samba) foi a homenagem da Estácio de Sá ao Rubro-Negro. O desfile levantou as arquibancadas, mas não foi bem recebido pelos jurados - a escola terminou aquele carnaval em sétimo. Não foi, definitivamente, o ano da Estácio - nem do Flamengo. Luxemburgo, ao menos, deu um espetáculo à parte, no samba.
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Que o samba de 95 fique como homenagem aos campeões de 2009 - até como substituto ao bisonho
Funk do Pet, música à maneira de disco quebrado que, se fosse escutada pelo maestro Tom Jobim, certamente seria chamada de "porrinhola eletrônica". No mínimo.
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